segunda-feira, 25 de julho de 2011

Tempos de Criança

Como foram bons os tempos de criança
Eu urinava na cama sem me importar com o odor que me sufocaria
Andava de cueca e nem ligava para as zombarias

Como foram bons os tempos de criança
Dormia até tarde e rotina alguma existia
Brincava o tempo todo e nenhum problema me interrompia

Mas as coisas foram mudando
Maturidade fui adquirindo
Conhecimentos que achava que seria bom tê-los
Não passaram de limitações.

Hoje sinto-me preso
Preso ao sistema que me controla
Destrói os sonhos e as vontades
Que existiam em outrora

Auto-suficiência

Pra que escrever
se não tiver ninguém para ler?
Pra que cantar
se não tiver alguém para escutar?

Somos eternos dependentes
de todos que nos cercam
de todos que nos ergam.

Auto-suficiência não existe,
pois, todo mérito tem que partir de um superior
“então, como posso dizer
que sou o que não sou”?

É hora de descermos do salto
descermos do lugar alto que nos encontramos
pois, somente quando descemos
percebemos onde estamos.

Estamos circundados de pessoas
que com todos seus esforços nos ajudaram a abiscoitar
o mérito que hoje acho que é só “meu”
mas, Iludido estou se ainda assim pensar.

Espero ter ajudado
a desmistificar esse conceito
pois somente assim poderemos extirpar
uma boa parte desse preconceito.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Questionando meu eu

Até quando as ilusões dessa vida
Influenciará nas minhas decisões?
Até quando serei moldado
por ditames mal arquitetados?

Falo que a mídia não comanda meus pensamentos
Mas, fico ansioso quando vejo os lançamentos tecnológicos,
As roupas que caem como uma luva,
o sapato que combina com aquela roupa.

- Nossa me preocupo tanto com meus amigos que estão passando necessidades!
Mas não me importo com aqueles que estão na mesma situação e que não tenho afinidade.
Onde estão fundamentados os dogmas que me afeiçoa? Ser ético é isso?
É muito fácil ajudar quem nós amamos!

Vivemos em um mercado de troca, você quer ganhar? Dê primeiro.
Interesseiro? Sou mesmo. Mas, conformado com isso não estou.
Quem é que faz as coisas sem interesse algum? Alguém levantou a mão aí?
- Mentiroso!!!!! Pois, até uma bofetada que damos em uma pessoa nós esperamos o retorno,
Quem sabe outra bofetada, lágrimas...

Nossas mazelas intrínsecas só serão superadas quando aprendermos a reconhecer que existem monstros criados por nós, e ao se portar como coitados estamos fortalecendo e dando vazão a este bicho nocivo que somos os próprios responsáveis pela sua existência.

Fomos inseridos em um mundo complexo e incumbido a descobrir a felicidade entre os escombros da jornada vida, não se renda às pugnas desta vida passageira, lute, acredite, sonhe, pois o sonho é o veículo que te levará a terras nuca antes habitada.







Danilo Matos.

Apenas um Sonho utópico

Soterrado pelas cinzas eu me encontrara...
O desejo de lutar e vencer foi dissipado juntamente com a fumaça que o vento arrastara.
A ilusão bradava em voz altissonante mostrando que se fazia presente.
Mais uma vez, encontro-me estático e bifurcado em mim.
Para onde ir? Interessante seria se eu soubesse.
Pois a força que vivo fazia-me sentir, expelida foi,
e agora o acaso tem razão! Lutar pelo que se não ver, é utopia.
Mas, vale mais a lágrima da derrota do que a vergonha de não ter lutado, acreditado, sonhado.
Umas pisadas, seguida de sussurros eu ouvia, será que já estou morto?
Independente da resposta que o meu eu me passara, ligar não podia.
Com veemência começo a cavar... Minhas unhas arrancadas foram, mas o desejo de vencer era maior que a dor, continuar ali, não queria, pois uma jornada enleada tinha que descobrir.
Continuo a cavar... Mas, percebo que não estou conseguindo obter o resultado que anseio, as forças tornam a mim, a alegria ressurgi, em meio aos escombros gritos!!! Ouvir-me ninguém podia, torno a cavar... Agora, com mais determinação.
O silêncio voltara, sozinho mais uma vez estava; continuar ou desistir?
Em um redemoinho, vinham lembranças do passado: Conselhos que minha mãe mim dera, palavras pessimistas dos meus colegas, incapacidade no trabalho, ausência na vida familiar... Tudo isso embrulhava a minha cabeça e mais confuso ficava.
- Meu Deus, o que fiz para merecer tudo isso? Escravo das minhas decepções eu sou, preciso de uma lei que venha abolir essa escravatura.

De repente uma voz bradava: - De uma lei você precisa? Não. O que você precisa é reconhecer o sacrifício que meu filho fez por você, sem pecado entregou-se a uma morte imunda para que hoje você e milhares de insatisfeitos tivessem o poder de fundamentar as coisas que se esperam tendo a certeza, a prova, a convicção das coisas que se não ver.
Pernas tremulas, olhos lacrimejando, taque cardíaco eu estava, a fé que recebi com as palavras do mestre me fez ver que não existe barreira que não possa ser enfrentada, luta que não possa ser vencida, com mais convicção voltei a cavar... Ouvi um som como de um liquidificar, mais ansioso fiquei, meus dedos já estavam despelados, mas a fé que em mim brotará, força me deu para continuar...
Quando pensando estava que conseguir não ia, foi aí que consegui, em um buraco que eu havia feito coloquei as mãos, finalmente pude sentir um vento frio sobe meus dedos, era uma sensação de estar vivo e com novos caminhos para trilhar. Comecei balançar as mãos, foi quando um grito com bastante emoção eu ouvi: - Graças a Deus tem alguém vivo aqui!!!!!
Era o pessoal do resgate que estava sobrevoando o local à procura de pessoas vivas.

O Hotel dos Sonhos havia desmoronado e com ele levou 299 pessoas deixando apenas uma pessoa viva, e essa pessoa era Eu.
Achando que tudo estava acabado, ouço um barulho como de alguém batendo na porta: toque, toque, toque... Com mais força TOQUE, TOQUE, TOQUE... Como se não bastasse ouço agora uma voz fina, porém intensa: Filho acorda!!!!! Você tem que ir para o trabalho.
Ufa! Tudo não passou de Sonho.

Danilo Matos, Enseada do Paraguaçu 24 de fevereiro de 2011.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Desabafo Intrínseco

Ah! Como eu queria ser forte
Forte? Sim. Forte! Ser forte suficiente
para não seguir a rota que a vida me obriga
e com apenas um passo decidir minha vida.

Lacunas se fazem presente no meu ser
são as consequências de atos, acasos, de abafo
consequências que me levam a pensar:
como encarar e a vencer os monstros que eu mesmo faço.

Coisas acontecem sem minha permissão,
invadem o meu espaço sem pedir licença
e com toda ousadia
tira as minhas crenças.

Crenças que me faziam sentir vivo
que me levavam a acreditar, a almejar, a me encantar
com coisas que não tinham sentido,
mas que me davam mais alento para continuar avindo.

Com esta certeza encerro este poema
a vida é cíclica!
E para viver bem
é só não se preocupar com sua lida.


Danilo Matos, São Roque do Paraguaçu 19 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O Descontente

Quanto engano;
quanto desânimo;
quanta frieza roubando meu ânimo.

Levanto-me na madrugada
com os barulhos das folhas a cair,
engano meu, era apenas meu coração
palpitando em uma velocidade desordenada
roubando a minha emoção.

Não sei dizer quem sou
pois, engano-me todo instante
como posso dizer que sou forte?
se até meu coração me leva a morte!

Lagrimas inesperadas rolam sobre minha face
descontentamento do invisível tira meu sono
risos quase que não sei mais o que são
até quando me enganarei comigo mesmo?

O comum não me alegra mais
Novidades estão difíceis
infectado estou
com o vírus que a mídia disseminou.

Mais de uma coisa eu tenho certeza
a solução esta nas minhas mãos
lutarei com a minha cabeça e meu entendimento
e não mais com o coração.